Uma odisséia e tanto, com direito a 10 horas voando, mais 3 horas de ônibus até chegar aqui em Bournemouth! Minha mãe, minha irmã e meu cunhado foram me levar ao Aeroporto Internacional 2 de Julho (sim, pra mim será sempre 2 de julho!) Na despedida, um chopinho com quibe e esfirra. Bye, bye Brasil!
Oito horas de vôo até Madri e no avião conheci a Sandra, uma dentista de Itabuna muito simpática que ia passar férias na Espanha. Já em Madri, meu primeiro perrengue: ao passar pela imigração, quase fico presa! Eles são miseráveis mesmo, os espanhóis são insuportáveis! Implicaram com meus documentos, disseram que não eram válidos. Quase comecei a chorar de tanto nervoso. Eles só me deixaram passar pq era uma conexão para Londres e eu não ia ficar lá na Espanha, mas o agente me esculhambou. “Eu vou deixar vc passar dessa vez, mas na próxima nem pensar!”, gritou ele. Eles fazem isso pra por terror, mais nada. Meus documentos estão todos ok, levei tudo organizadinho...
De Madri, peguei a conexão e o voo durou 2h. Enquanto a imigração inglesa, nossa, outra coisa... Foram rigorosos, me fizeram um monte de perguntas e respondi bem, com vários detalhes sobre minha vida aí no Brasil. Mas foram MIL VEZES mais educados que os espanhóis e nao duvidaram da validade dos meus documentos. Ao chegar, os próprios agentes da imigração me ensinaram qual ônibus pegar pra ir pra cidade onde estou, Bournemouth. Muito educado e solícito o povo daqui.
O ônibus da empresa National Express dá uma volta e tanto e passa por várias cidades antes de chegar aqui. Foi bom para ver o estilo de cada uma e sentir o clima do lugar. Mas eu estava exausta e foram torturantes 3 horas até chegar na rodoviária de Bournemouth. A passagem de ônibus do aeroporto de Gatwick para B'mouth custou 37 pounds. Peguei um táxi e a motorista Sandra puxou conversa como todo bom taxista: "Nestes últimos dias estava fazendo sol, dias bonitos. Só começou a chover e fazer frio hoje". Normal, pensei. É tradição passada de mãe para filha e onde eu e minha mãe chegamos, seja lá onde for, CHOVE. Quando fui até Goiânia em 2010, não chovia por 4 meses até o dia em que eu cheguei! Vou vender meus serviços para o sertão nordestino.
A família que me recebeu é uma graça, um casal muito simpático. Eles foram muito receptivos, me apresentaram a casa e já tinha um café quentinho na cafeteira me esperando... Tudo o que precisava, já que estava 15º de frio e ainda chuviscava! Conversamos até altas horas e já percebi que o inglês daqui é bem diferente do americano que aprendi no CCAA. Mas é só se concentrar que dá para entender.
No dia seguinte, tomei meu primeiro café da manhã aqui. Como disse em um dos primeiros posts, o pacote de itercãmbio que comprei inclui café da manhã e jantar. Não é lá um café da manhã de hotel, mas tem o que a gente come aí no Brasil. Pão integral, manteiga, geleia de frutas, marmelada, mel e uma pasta de chocolate parecida com nuttela. além de café, leite e cereais. Conheci a Eva, a filhinha de 3 anos de Roxanne e Peter. Uma fofa, muito educada. Conheci também minha colega de intercâmbio, a Mirriam (acho que é assim que se escreve). Ela é da Suíça e está hospedada em outro quarto da casa. Está passando 3 meses aqui em Bournemouth e me pareceu bem simpática. Hoje ela me chamou pra dar um rolé na cidade e aprender a andar de ônibus.
Ah, aqui é feriadão do Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth! Minhas aulas só começam na quarta-feira. Então, esses primeiros dois dias serão de pura curtição!
O meu quarto é grande, com cama de casal, armário, cômoda e escrivaninha. Seguem fotos da casa e dos cômodos do lar da família Simons. Se essa primeira impressão imperar, a minha estadia aqui será ótima!










