sexta-feira, 8 de junho de 2012

Aulas e a Távola Redonda Globalizada


Os dias começaram a ficar cheios e logo vem a preguicinha de escrever no blog! Rsrs! Mas vamos lá! Primeiros dias de aula foram excelentes. Tive sorte de cair em uma turma realmente divertida e falastrona. As horas têm passado sem perceber e o que era pra ser uma obrigação se torna mais prazeroso. Na minha turma tem 10 pessoas de idades bem diferentes (entre 18 e 30) e dos mais diversos buracos do mundo – Suíça, Turquia, Coreia do Sul, Itália, Colômbia, Chile, Ucrânia, Índia...

A mistureba deu certo e todo mundo se entende muito bem. Gostei bastante do método da Kaplan, pois as aulas são extremamente dinâmicas, com jogos divertidos e vídeos. O quadro negro é daqueles modernosos, como um telão de touch screen, sacam? O livro também tem instruções claras e os exercícios não são tão complicados. Enfim, nestas duas aulas que tive só pude ter boas impressões sobre a escola.

Na Kaplan tem uma área comum, onde o pessoal senta pra almoçar. Como não dá pra almoçar em restaurante todo dia ($$$), muita gente compra o rango no supermercado (comida congelada, frutas, sanduíches...) e leva para lá, onde tem microondas e uma geladeira à disposição dos alunos. Foi o que eu fiz nesta sexta-feira. Comprei uma mini lasanha no Marks & Spencer (um supermercado meio delicatessen, tipo a Perini Master), esquentei no micro e comi enquanto fazia os exercícios de casa. Gastei nisso £1,8, ou seja, já vi que vai sobrar uma graninha pra comprar roupas e presentes no final da viagem! Uhu!


Na quinta, dia anterior, eu ainda estava no clima de férias e no almoço fui a uma creperia muito fofa colada com a Kaplan. Pedi um crepe no estilo francês, com queijo com molho de tomate. Gastei nele £4,4. Tava bom, mas... a torta de peixe da quarta-feira estava bem melhor. Apesar da creperia ter um ambiente legal e do dono ser um suíço (tem suíço pra caramba aqui!) muito legal a grana investida não valeu a pena. Resumindo, comer em restaurantes só nos finais de semana a partir de agora!

Bom, como toda sexta-feira é dia de reggae independente da nação, chamei 4 colegas para “tomar uma” e “de leve” após a aula, em algum pub do Centro. Enquanto, o Christian (da Suíça e da minha turma) e o Costa (da Grécia e da turma avançada) foram em casa jantar, eu, Soledad (a Sole do post anterior!) e a sua colega de sala Ayzhan (do Cazaquistão) fomos jantar no centro. Ao lado, as monstrinhas no KFC, uma rede de fast foods da pesada, com muita fritura e molhos picantes (tem no Rio e SP). Mas como meu estômago não aguenta, fiquei só em um wrap infantil de frango com molho barbecue.



Depois, fomos para o Daisy O’Briens Irish Bar, na Old Churchchrist Road. Se o pub que fui com a Myriam na segunda-feira, o The Westbourne, era tradicional, vocês não têm noção do que é o O’Briens! Ao ir no balcão pedir um pint (chope) você se sente em um filme, com direito até a ouvir cantada de motoqueiro maluco e ver discussões em voz alta entre jogadores de rugby truculentos. Eu e Sole rimos muito do cenário. Os meninos chegaram e foi uma risadaria só, formando uma távola redonda totalmente globalizada, já que cada um era de um país diferente.

Fui cedo pra casa, afinal este sábado terei que acordar bem cedinho... Londres me espera! Depois posto informações e fotos da capitá! Até lá!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Primeiro dia na escola!

Eu tinha muitas dúvidas sobre o primeiro dia em uma escola de inglês no exterior e a única coisa que conseguia achar em blogs e sites era que um teste de nivelamento era realizado para poder direcionar os novos alunos para as turmas e níveis correspondentes às suas habilidades com o idioma. Certo. Mas como é a prova? Vou contar agora.

Ao chegar na Kaplan, recebi uma pasta com folhetos explicativos e um chip de celular de graça. Recebi também um bloco de documentos para assinar: contrato do curso, contrato da acomodação, termos de responsabilidade e liberação de imagem para propagandas deles. Enquanto assinamos os termos, uma professora vem conversar conosco. A mulher me perguntou de onde eu vim, os motivos de ter escolhido a escola, meu trabalho no Brasil e etc. Respondi animada e tal. Não sabia, mas essa já era a primeira avaliação! Ela anotou um código no papel e me deu: era minha folha de respostas do teste de nivelamento. Nessa parte de “conversação”, me sai bem e ela me indicou para o Higher Intermediate, o último nível antes do inglês avançado.

Fomos direcionados para uma sala, onde a recepcionista Tina nos explicou sobre o funcionamento da escola, horários, intervalos e responsabilidades dos alunos e professores. Depois entrou a Hellen, uma das diretoras, para aplicar o teste. A avaliação é a mesma para todos. Primeiro veio o teste do “listening” (escuta). Ela colocou no computador áudios de 3 conversas diferentes. Cada diálogo tem 4 perguntas. Após ouvir, marquei as respostas.

Depois veio o teste de “vocabulary” (gramática e vocabulário), com sentenças com espaços em branco. A palavra que faltava nesse espaço em branco nós colocamos na folha de respostas. Por fim, vem o teste de “writing” (escrita), onde temos que escrever uma carta para um amigo, contando sobre como foi a viagem até a Inglaterra e os planos para o futuro. Hellen deu 40 minutos para fazer tudo. Então, ela coleta e leva embora para fazer a correção. No meio disso temos um intervalo e um tour pela escola.

Conhecemos os espaços, salas de computadores e ganhamos um login. Na Kaplan existe uma intranet com um sistema de exercícios que são direcionados para cada aluno. Qualquer hora do dia você pode ir lá praticar e tudo o que você responder no computador, seu professor vai ter acesso.


Aproveitei para almoçar pela redondeza. Vi que tem muitos restaurantes de comidas de várias partes do mundo. Menos do Brasil, il, il. Olha aí um nicho de mercado, gente! Rsrs! Escolhi a Pâtissiere Angélique, um simpático bistrô com especialidades francesas. Prato do dia: Fish Pie. Uma torta cremosa com salmão, brócolis e batatas. Muito bom! Aliás, em breve teremos um post sobre o mito de que não se come bem na Inglaterra. Pura mentira! Pâtissiere Angélique fica na Poole Road, vale a pena. Atendimento de primeira, decoração fofa e gentis senhoras tomando chás numa varanda florida que fica no fundo do restaurante. Lindinho!

Às 14h, voltei para a escola para pegar o resultado. Enquanto esperava, conheci uma espanhola chamada Soledad. “Mas me chame apenas de Sole”, disse ela. Muito simpática, veio falar comigo achando que eu também era da Espanha. Sole tem 30 anos, é de Madrid e formada em Geologia. Assim como muitos naquele país, ela está desempregada e está na Kaplan em busca de qualificação profissional. Sole logo pegou meu telefone para a gente sair à noite, já que as colegas dela da residência estudantil gostam só de ficar em casa. Conheci também o Nicolas, um francês também simpático que ouvia mais do que falava, pois ele não tem tinha tanto domínio do idioma quanto eu e Sole.

Hellen chegou com os resultados e eu fiquei no “Intermediate”, dois níveis abaixo do avançado. Acho que não me sai bem no “vocabulary”, mas o nível está ótimo. Estava com medo de parar no “Elementary”, que é o basicão. CCAA, eu te amo! Rsrs Ah, minhas aulas serão pela tarde, ou seja, não precisarei acordar cedão para estudar. Thank you, Lord!



Para encerrar o dia, fui passear no centro. Fui na livraria Waterstones atrás de um livro para praticar a leitura. Os livros são bem baratos, os mais vendidos custavam £7! Achei a versão em inglês de “Veronika Decide Morrer”, de Paulo Coelho, por apenas £ 2,99. Depois corri para o Costa, uma cafeteria concorrente da Starbucks aqui na Inglaterra. Pedi um chocolate quente médio, mas fiquei chocada com o tamanho. Imenso! Comecei a ler e o melhor de tudo, a entender!
Na saída, ainda encontrei um grupo de música folclórica fazendo um super show. Aliás, os artistas de rua aqui em B’mouth são extraordinários. Em breve rolará um post sobre eles.

Inté!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Custo de vida em Bournemouth: Alimentos


Já falei no post anterior que transporte aqui é muito barato, mas hoje vou falar das coisas que vi em um supermercado aqui da cidade, o Iceland. Essa rede de mercados vende coisas básicas do dia a dia e muita comida congelada. Não tinha muita variedade de alimentos, mas os poucos que encontrei contarei aqui sobre os preços. Para quem pensa em vir para cá, uma boa dica: Não comece a fazer a conversão direta de libra pra real na hora de escolher o que comprar. É a maior cilada! Se for assim, poucas coisas você achará que vale a pena comprar. Só que o turista não pensa que são produtos de qualidade maior que os do Brasil e que se fossem comprados no Brasil o preço seria bem maior (por causa dos impostos, claro!). Entenda que aqui a realidade é outra, logo, trabalhe com o que você tem nas mãos.

Aí você pergunta: “Brenda, dá para comprar o que com 10 pounds?” Bicho, MUITA COISA! Coisas que com certeza você não compraria com 35 reais, que é o valor convertido para o Real. Ainda não fui ao Tesco, que é a maior rede daqui, mas pelo menos no Iceland dá para fazer uma farra boa com 10 contos de libras. A lista abaixo é ótima para quem não optou por um intercâmbio com homestay (casa de família) e preferiu ir para um alojamento, onde terá que preparar a própria refeição. Vamos lá!

Frutas e verduras:
7 tangerinas: $ 2
6 peras: $ 1
4 kiwis: $ 0,5
4 cebolas: $ 1
500g de cenoura: $ 0,5
200g de cereja fresca: $ 0,5


Carnes:
Frango inteiro (1,70kg): $ 4
Carne moída (500g): $ 3
Kit churrasco com 25 peças (bifes de porco, bifes de boi, coxas de frango e hambúrgueres): $ 5 (só!)
Peixe Haddock (700g): $ 4
Filé de salmão (560g): $ 6
Mexilhões (450g): $ 1,5

Pratos prontos:
Porções individuais de comidas como lasanha, nhoque, frango xadrez e etc: $ 1
Pizza pronta grande: $ 2
Obs: Tem uma sessão de congelados só com pratos indianos, chineses e tailandeses. Coisas tipo frango com masala e arroz com curry. Só não achei acarajé nem feijoada, para a infelicidade dos brasileiros...

Outros itens:
Azeite de oliva extra-virgem: $ 2,5
Suco de laranja (1 litro): $ 1,5
4 latas de molho pronto de tomate: $1,5
4 latas de atum: $ 3,5
4 latões de Cerveja Skol (sim,lá tem! Mas não é a mesma que a nossa): $ 2,5
2 pacotes de pão integral (tipo o Plus Vita): $ 1 (fiquei bege!)
Leite (garrafa com 2 litros): $ 1 (bege outra vez!)
Presunto (15 fatias): $ 3
Queijo cheddar (200g): $ 1
Vinho (do bão!): $ 4

Ao sair, comprei dois vinhos e queijo cheddar (10 pounds,tudo!). Aliás, o queijo cheddar tem uma história massa! Foi criado aqui na Inglaterra e é totalmente diferente do cheddar do Brasil, aquele que vem no Mc Melt, da Mcdonalds. Aqui o cheddar é branco, tem uma textura parecida com o queijo brie. Ainda não provei... Mas comprei as duas versões: o “maduro” e o “leve”. O maduro tem um gosto mais forte, pois fica 12 meses curando. Depois eu falo sobre o sabor!

Após a pesquisa no mercado, fui ao coffee shop mais famoso do mundo: a Starbucks! Aqui em B’mouth fica bem ao lado da Kaplan e como o dia estava frio, a cafeteria estava lotada. Pedi um “Caramel Mocchiato”, que mistura o café expresso com leite vaporizado, baunilha e calda de caramelo. Tudo de bom!
Como a chuva começou a engrossar, comprei alguns jornais e voltei pra casa. Hoje é dia de dormir cedo pois amanhã começam as minhas aulas!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Curtindo o feriado!

Nesta segunda-feira a Inglaterra inteirinha está em festa, afinal, é o Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth. São 60 anos representando a nação e o povo adora esse conto de fadas moderno. Aqui em Bournemouth não é diferente. As casas e lojas estão todas enfeitadas com a imagem da rainha e a bandeira do país. O feriadão só termina na terça, por isso as minhas aulas na Kaplan só começam na quarta-feira, dia 6.

Foi ótimo, pois nesse primeiro dia eu pude dar uma volta para me ambientar na cidade. Minha colega de intercâmbio, a suíça Myriam, me ajudou muito. Uma grande sorte encontrá-la aqui, pois além de ser muito bacana, ela é muito prestativa e logo se ofereceu para me ensinar a usar os ônibus daqui. Olha a Myriam aí ao lado esperando o buzu! Já já falo mais sobre ela.

Primeira parada foi na minha escola, que fica a menos de 10 minutos da casa onde estou. Na rua da Kaplan tem muitos restaurantes, cafés e supermercados. O mais curioso deles é o Tesco (foto), que funciona dentro de uma antiga igreja! Aliás, tem também uma danceteria próxima que funciona dentro de uma igreja. Mas como diz Mr. Peter, “para nós prédios são apenas prédios. Deus está em todos os lugares”. Sensacional!

Após me ensinar a chegar na escola, Myriam me mostrou o centro da cidade. Muitas lojas lindas, com roupas a preço de banana, mas a primeira que entrei foi uma de celulares. Como levei meu aparelho desbloqueado, comprei um chip SIM da operadora Lebara. Custou 4,95 pounds e ganho descontões para fazer ligações internacionais. Meu celular aqui é (44) 7587413516. Podem ligar! Depois fomos a uma loja de departamentos enlouquecedora, a Primark, que tem muitas roupas lindas e baratas. Mas respirei fundo, segurei na mão de Deus e só comprei um casaco (só trouxe um do Brasil) e um guarda-chuva (aqui sempre chuvisca do nada). Só o necessário!

Do centro de compras, seguimos para o parque principal da cidade. Jardins lindos, bem cuidados, que fazem a gente ter raiva no abandono dos espaços públicos brasileiros. É nesse parque que tem o famoso Balão de Bournemouth. É um balão que só sobe e desce, não roda pela cidade. É bom para fazer fotos aéreas do lugar, mas como o dia estava nublado hoje, acho que não valeria a pena ir nele. Custa 12 pounds.

Atravessando o parque, tem a praia mais badalada da cidade, onde fica o Pier. Apesar do friozinho, a praia estava cheia de gente na areia fazendo piquenique e, CREIAM, gente na água surfando. Lembrando que o verão aqui começa no dia 20 de junho, mas para eles o clima está maravilhoso. Quero logo me acostumar para desfilar de saia e short, como as moças descoladas do condado de Dorset!

Para encerrar o passeio, pegamos mais um buzu e fomos para um tradicional pub da cidade, o The Westbourne. Muito legal e bem tradicional, quase um patrimônio inglês. A gente senta, pede a half pint (chope!) e joga conversa fora. No blá blá blá do pub, Myriam me contou mais sobre ela. Tem 50 anos e dois filhos mais ou menos da minha idade. É engenheira da computação e tinha uma vida bem tranquila na Suíça, mas perdeu o emprego ano passado por não saber falar inglês (detalhe, ela é fluente em francês e alemão!). Por isso, ela vai passar 3 meses em B’mouth estudando. Assim ela espera ficar fluente e conseguir um emprego melhor, para poder ajudar os filhos a comprarem as casas deles, pois os dois vão casar em 2014. Nesse papo conversamos sobre a crise na Europa e percebi que nós brasileiros não temos a menor dimensão do baque que as pessoas aqui estão passando. Afinal, de crise a gente entende, né? Matamos um leão por dia no Brasil e entre subidas e descidas de inflação e alta corrupção, nós estamos conseguindo crescer. Myriam acha que o pior da crise econômica da Europa é o fato de os governantes dos países daqui não admitirem que estão em decadência, pois ainda se acham o centro do mundo. A Europa está ruindo e apesar do luxo, limpeza e organização do chamado 1º mundo, saí do The Westbourne com a plena convicção de que o Brasil é sim o país do futuro, como diz o slogan do governo federal.

O dia foi encerrado em um jantar com a minha hostfamily: frango com mostarda dijon, arroz e congumelos. Na tevê, a transmissão ao vivo do show de comemoração do Jubileu em Londres.

Só esse dia já valeu pela viagem inteira!

*dica preciosa*
TRANSPORTE EM BOURNEMOUTH: Para quem está pensando em vir para cá, informação importante: existem 2 operadoras de ônibus aqui, a Yellow Buses (amarelinhos de dois andares, como os de Londres) e a Wilts & Dorset (azuis e normais). Claro que queria muito ficar desfilando de dois andares por aí, mas para quem mora em Poole – cidade colada com B’mouth – é melhor comprar o passe semanal dos azuis, pois eles passam com mais frequência. São basicamente duas linhas, a M1 e a M2. A M2 é a mais usada para Bournemouth. A M1 segue para cidades vizinhas. É mais proveitoso comprar o passe semanal, que custa 13 pounds. Com ele, você pode usar os ônibus da empresa escolhida durante 7 dias e quantas vezes quiser. Fica a dica, Brasil!



Cheguei!


Uma odisséia e tanto, com direito a 10 horas voando, mais 3 horas de ônibus até chegar aqui em Bournemouth! Minha mãe, minha irmã e meu cunhado foram me levar ao Aeroporto Internacional 2 de Julho (sim, pra mim será sempre 2 de julho!) Na despedida, um chopinho com quibe e esfirra. Bye, bye Brasil!

Oito horas de vôo até Madri e no avião conheci a Sandra, uma dentista de Itabuna muito simpática que ia passar férias na Espanha. Já em Madri, meu primeiro perrengue: ao passar pela imigração, quase fico presa! Eles são miseráveis mesmo, os espanhóis são insuportáveis! Implicaram com meus documentos, disseram que não eram válidos. Quase comecei a chorar de tanto nervoso. Eles só me deixaram passar pq era uma conexão para Londres e eu não ia ficar lá na Espanha, mas o agente me esculhambou. “Eu vou deixar vc passar dessa vez, mas na próxima nem pensar!”, gritou ele. Eles fazem isso pra por terror, mais nada. Meus documentos estão todos ok, levei tudo organizadinho...

De Madri, peguei a conexão e o voo durou 2h. Enquanto a imigração inglesa, nossa, outra coisa... Foram rigorosos, me fizeram um monte de perguntas e respondi bem, com vários detalhes sobre minha vida aí no Brasil. Mas foram MIL VEZES mais educados que os espanhóis e nao duvidaram da validade dos meus documentos. Ao chegar, os próprios agentes da imigração me ensinaram qual ônibus pegar pra ir pra cidade onde estou, Bournemouth. Muito educado e solícito o povo daqui.

O ônibus da empresa National Express dá uma volta e tanto e passa por várias cidades antes de chegar aqui. Foi bom para ver o estilo de cada uma e sentir o clima do lugar. Mas eu estava exausta e foram torturantes 3 horas até chegar na rodoviária de Bournemouth. A passagem de ônibus do aeroporto de Gatwick para B'mouth custou 37 pounds. Peguei um táxi e a motorista Sandra puxou conversa como todo bom taxista: "Nestes últimos dias estava fazendo sol, dias bonitos. Só começou a chover e fazer frio hoje". Normal, pensei. É tradição passada de mãe para filha e onde eu e minha mãe chegamos, seja lá onde for, CHOVE. Quando fui até Goiânia em 2010, não chovia por 4 meses até o dia em que eu cheguei! Vou vender meus serviços para o sertão nordestino.

A família que me recebeu é uma graça, um casal muito simpático. Eles foram muito receptivos, me apresentaram a casa e já tinha um café quentinho na cafeteira me esperando... Tudo o que precisava, já que estava 15º de frio e ainda chuviscava! Conversamos até altas horas e já percebi que o inglês daqui é bem diferente do americano que aprendi no CCAA. Mas é só se concentrar que dá para entender.

No dia seguinte, tomei meu primeiro café da manhã aqui. Como disse em um dos primeiros posts, o pacote de itercãmbio que comprei inclui café da manhã e jantar. Não é lá um café da manhã de hotel, mas tem o que a gente come aí no Brasil. Pão integral, manteiga, geleia de frutas, marmelada, mel e uma pasta de chocolate parecida com nuttela. além de café, leite e cereais. Conheci a Eva, a filhinha de 3 anos de Roxanne e Peter. Uma fofa, muito educada. Conheci também minha colega de intercâmbio, a Mirriam (acho que é assim que se escreve). Ela é da Suíça e está hospedada em outro quarto da casa. Está passando 3 meses aqui em Bournemouth e me pareceu bem simpática. Hoje ela me chamou pra dar um rolé na cidade e aprender a andar de ônibus.

Ah, aqui é feriadão do Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth! Minhas aulas só começam na quarta-feira. Então, esses primeiros dois dias serão de pura curtição!

O meu quarto é grande, com cama de casal, armário, cômoda e escrivaninha. Seguem fotos da casa e dos cômodos do lar da família Simons. Se essa primeira impressão imperar, a minha estadia aqui será ótima!












sexta-feira, 1 de junho de 2012

Malas prontas? Hora de pegar a pista!


Aqui está a minha bagagem para passar 1 mês em Bournemouth. Me superei! Arrumei tudo o que queria em uma mala média (viu, Jamile Amine?) e mais uma mochila de 35 litros que levarei como bagagem de mão.


Fazer uma lista com tudo o que precisarei me ajudou bastante. Na última semana, ganhei um checklist da agência, que também foi bem útil na hora de arrumar a mala sem esquecer de nada. Tem também um site que eu AMO, o Organize, que oferece uma checklist de viagem muito legal e completa para impressão. É só ver o que já tem e ir marcando no papel. Uma mão na roda! Acesse aqui e imprima a tabela.

No meio das bagagens tem coisinhas bem especiais. Estou levando uma camisa do Vitória, meu time do coração aqui em Salvador, e outra do Brasil, para desfilar nos dias de amistosos da seleção. Levo também a versão clássica das Havaianas, aquela que vem com a bandeirinha do Brasil. Nosso país está na moda, vou tirar onda de gateenha na terra da rainha. FATO! Rs.


Como eu disse no post anterior, é de bom tom levar uma lembrancinha para a família que vai te hospedar durante o intercâmbio. Então escolhi esse kit da Maria Cheirosa (foto), com sabonetes artesanais com formas (e cheiros) de frutas típicas brasileiras. Achei original, bonito e bem útil!

No final de semana do São João, 23 e 34 de junho, estarei em Barcelona me divertindo com minhas amigas Carla Leão e Beatriz Garcia. Para elas, levo lembrancinhas apetitosas para matarem a saudade das guloseimas juninas... Vão adorar, tenho certeza!
Embarco hoje, dia 2, às 21h50, daqui de Salvador. Faço conexão em Madri e sigo para Londres. Do aeroporto de Gatwick, pego um ônibus intermunicipal para a cidade onde vou morar.

Ou seja, meu próximo post será já em Bournemouth! Até lá, meu povo! Me desejem sorte!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

E a casa da família?

Hoje descobri onde ficarei hospedada em Bournemouth. Será na casa da família Simons. A escola pede que o aluno faça contato pela internet com a família antes de embarcar. Vou mandar um e-mail e depois acender uma velinha para que a nossa convivência seja amigável. Segundo a etiqueta de intercâmbio, é interessante que o viajante leve um presentinho da sua cidade para a host family.

Muita gente fica incomodado em ficar na casa dos outros, mas nos pacotes de intercâmbio essa opção é a mais barata, pois além da hospedagem, você tem direito a meia pensão, o que inclui café da manhã e jantar. Há a possibilidade de ficar em residências estudantis, mas esta opção é mais cara e não tem direito às refeições. Mais liberdade, mas muito mais grana pra isso. Optei pela host family pela questão financeira e também pelo fato de que estar dentro de uma típica família inglesa pode me ajudar mais no desenvolvimento do idioma.

IMPORTANTE: Seja qual for seu destino, não esqueça de falar com detalhes tudo o que você gostaria de ter no seu quarto e na casa da família. Durante o fechamento do intercâmbio, o meu atendente me perguntou se eu tinha restrições sobre casa com crianças, animais e idosos. Perguntou também se eu queria ficar em uma casa sozinha, onde eu seria a única intercambista, ou se eu poderia ficar em uma casa que tivesse outros intercambistas hospedados em outros quartos. Quando esta última opção acontece, os integrantes são sempre do mesmo sexo e nunca são da mesma nacionalidade. Não tive restrições quanto a isso, logo, pode ser que tenha mais alguma estrangeira na casa dos Simons.

Dias depois, ao conversar com um colega de trabalho que já fez intercâmbio para Bournemouth, decidi acrescentar mais coisas à lista de exigências. Então pontuei:

- Internet: Preciso que tenha internet wifi disponível para mim na casa.
- Cozinha: Como estarei lá em junho, apenas 3 meses depois da minha cirurgia bariátrica, ainda vou precisar de cuidados na alimentação. Sei q o café e o jantar estão inclusos. Mas gostaria de poder usar a geladeira da casa e o fogão para guardar e preparar alimentos mais saudáveis. Pretendo comprar comidas nos supermercados e guardar em casa, para poder preparar comidinhas bacanas, sanduiches, frutas e tals, para comer em casa ou levar para a escola (seria tb uma forma de economizar com alimentação).
- Televisão: Gostaria que meu quarto tivesse uma! Segundo meu amigo, assistir ao noticiário ajuda a se familiarizar com o sotaque inglês.
- Banheiro - É possível ter um banheiro no quarto? Se sim, EU QUEROOOO!

Voltando ao quesito comida, se você tiver alguma restrição alimentar ou alergia, deixe bem claro, escrito e documentado. Dizem que a alimentação não é lá essas coisas na Inglaterra, então, em casos de alergias e restrições, o bicho pode pegar.

Agora é torcer para que dê tudo certo!