segunda-feira, 18 de junho de 2012

2º Weekend: Amsterdam e Brugges

Enfim chegou o único final de semana que eu não tinha programado nada antes de embarcar. Tinha deixado os dias 15 e 16 de junho livres para o que surgisse de interessante e rolou uma dúvida cruel. Pensei em ir para Liverpool e Manchester, mas os tickets de ônibus saíram muito caros, quase o mesmo preço de uma excursão de 2 dias para algum país vizinho. Decidi ir para Amsterdam (Holanda) e Brugges (Bélgica). Tinha a opção de Paris também, mas... semana do dia dos namorados no Brasil e eu sozinha na Torre Eiffel... Capaz de eu me jogar de lá de cima com tamanha depressão! Rsrsrs!

Sexta de noite embarquei no ônibus da UK Study, uma das agências daqui de Bournemouth que faz pacotes específicos para quem faz curso de inglês durante a semana e só tem o sábado e o domingo para viajar. O preço valeu a pena: £125, com direito a transporte, hotel (não albergue) e café da manhã. Tivemos também um guia mega simpático, o Gerry, para nos indicar o que fazer e como se movimentar sem perder tempo em Amsterdam e Brugges. Ao todo foram 9 horas viajando (ônibus e ferry boat para a travessia do Canal da Mancha).

Sábado: Amsterdam impressiona pela beleza romântica da sua arquitetura e de seus canais que, ao contrário dos de Veneza, não fedem durante o verão e garantem um lindo passeio de barco pelo centro. Paguei 10 euros pelo passeio de 1 hora e não me arrependi. O dia estava ensolarado e a cidade estava linda e aconchegante.


Bicicletas, bikes, magrelas. Cuidado com as milhares delas ao andar por Amsterdam! Lá a bicicleta é prioridade, logo, se você der bobeira na ciclovia e for atropelado, quem paga multa é você! Durante o dia conhecemos alguns dos prédios e monumentos, entre eles o “I amsterdam”, que é uma grande bobagem, mas vale tirar uma fotinha no meio das letras, claro! Tivemos tempo livre para compras e museus. Tava louca pra ir ao Museu Van Gogh e no Heineken Experience, mas as filas para entrar estavam tão grandes que eu e minhas novas colegas de viagem a Gogo (chinesa que dividi o quarto), a Mia (Finlândia) e Camila (São Paulo), decidimos passear pelas ruelas e becos de Amsterdam e nos sentar em um restaurante fofo chamado B&B. Sanduíches gourmet imensos por 5 euros. Lá tomei meio pint e tive minha própria “Heineken Experience”. Rsrsrs! Lembrando que os museus de Amsterdam são todos pagos – entre 13 e 17 euros . Com 8 euros bebi um pint e comi um mega sanduba de presunto italiano com molho pesto e pistache. Clima delicioso e muita conversa com minhas novas amigas!


Depois, fomos ao mercado das flores, afinal estávamos na Holanda, a terra das tulipas! São minhas flores prediletas, depois dos girassóis. Vale a pena comprar sementes de tulipas para dar de presente para a mamãe e pra vovó. As minhas vão amar, tenho certeza! No final da tarde encontramos o grupo e fomos fazer o check-in no hotel. O esquema é roots, cansativo, estávamos mortinhas da silva e desde o dia anterior sem tomar banho. Mas... estávamos em Amsterdam, p****!!


Após um banho e uma produção básica, voltamos para o centro de Amsterdam para vivenciar o lado dark da cidade. Linda e romântica durante o dia, mas completamente louca e obscura durante a noite! Gente do mundo inteiro quer conhecer esta cidade onde o uso da maconha e a prostituição são liberados. Então lá fomos nós para o Red Light District (Distrito da Luz Vermelha) e conhecer os coffeshops, onde se vende a “erva” e não cafés, como prenuncia o nome. Na zona da luz vermelha, as “ladies”, como são chamadas as garotas de programa, ficam se exibindo em vitrines, fazendo caras e bocas e usando microbiquínis. Achei super fake e algumas bem feiosas inclusive (devem ser mais baratas!rs). Mas enfim, é muito engraçado ver a cara dos cuecas enlouquecidos com as piriguetes rebolativas. Cada programa de 15 minutos custa 15 euros. Quando um cara aceita, a lady puxa o cabra para dentro da vitrine e fecha a cortina. Aí o The Flash faz sua farrinha em 15 minutos. Aham. Sei.

Uma pena que não dá pra fazer fotos delas, mas consegui fazer uma minha em frente a uma das vitrines. A Gogo estava morrendo de medo de bater a foto, pois dizem que se você for pego fotografando as “meninas”, os donos dos prostíbulos catam sua câmera e jogam no rio. Entre uma vitrine e outra, muitos sexshops engraçadíssimos. Não conseguia parar de rir com um “kit banho” para a diversão masculina (na foto).



Após jantar um fried noodles, mais conhecido por nós como yakissoba, a maior parte do grupo voltou para o hotel às 23h30, mas eu, Renata (São Paulo) e Gabriela (Minas), resolvemos ficar na badalação noturna de Amsterdam. Afinal a gente ia embora no dia seguinte! Fomos a um dos famosos coffeshops, locais liberados para a venda da maconha. É como se fosse um bar, a diferença é que lá não se vende bebidas alcoólicas e tem um mezanino com pufes e almofadões no chão para a galera relaxar... E, claro, um grafite gigante de Bob Marley na parede. Foi muito engraçado ver o “menu” desta boca de fumo legalizada (na foto). A sacizeira do grupo, Gabriela, comprou um cigarro para experimentar, do tipo “White Window”. Sabe lá Jah o que significa a viagem desta “janela branca”. Fomos a um pub ao lado tomar uns pints e ver a cara dos chapados do coffeshop. É inacreditável como o povo se diverte nesta cidade! E no meio da zoação, a gente teve um papo seríssimo sobre legalização da maconha no Brasil. Depois dessa experiência, sinceramente, acho válida. Ia quebrar com o tráfico de drogas e toda a violência que ele gera. Enfim, neste momento do texto minha família provavelmente estará com vontade me matar! Rsrsrsrsrsrs!



Lá pelas 2h30 pegamos um buzu em Amsterdam de volta pra o hotel e a surpresa: 8,88 euros era o preço ticket! E menos de 15 minutos de viagem. Fiquei chocada. E não só com isso. Na Holanda você precisa pagar até para usar o banheiro de QUALQUER estabelecimento. Até dentro da Mcdonalds. Cerca de 40 centavos cada ida. E com papel higiênico contadinho. Se for fazer número 2, FU***! Hahahaha!

Domingo: Acordei cedão, 4 horas de sono apenas. Às 9h fomos conhecer uma fábrica de queijos e Clogs, aqueles famosos sapatos de madeira da Holanda. É um tour bobinho, mas vale a pena pela deliciosa degustação de infinitos tipos de queijos, após uma pequena demonstração do funcionamento da fábrica. Um holandês gatinho faz um clog em 10 minutos para os visitantes e explica como elas eram usadas pelos trabalhadores rurais antigamente. Comprei um queijo defumado com ervas maravilhoso que eu sei que não vai nem durar 5 minutos na mesa da minha família. Nhamnham!


Nos despedimos da Holanda e seguimos para Brugges, na Bélgica. Duas horas de ônibus, muito perto de Amsterdam. Cidade medieval lindíssima! Pode guardar aí um cartão de memória bem grande para as fotos. A Bélgica, assim como a Suíça, é conhecida pelos excelentes chocolates e lá em Brugges a iguaria é vendida em diversas lojas e diversos preços, consequentemente. E nos mais diversos tipos e formatos, o que inclui o "chococô", chocolate em forma de bosta de cachorro (foto!). A cidade é conhecida também pelos lindos bordados, mas tudo os zói da cara! Além do chocolate, vale a pena experimentar o sorvete... o dia ensolarado e com a temperatura na medida certa deixaram a experiência ainda mais feliz!




Mil chocolates nas mãos, voltamos para o buzu e para a Inglaterra.

Ou seja, mais um final de semana intenso e muuuuuuuito feliz! Definitivamente não sei que diabos eu estive fazendo a minha vida inteira sem priorizar esta viagem!


****Dica preciosa para intercambistas*****
Se você vem estudar na Inglaterra e vai conhecer outros países da Europa, fique atento! Lembre-se que você precisará passar de novo pela imigração inglesa na volta, ou seja, leve todos os seus documentos e isso inclui o passaporte, carta da escola onde você está estudando, endereço de onde você está hospedado, extrato dos seus cartões de viagem e de crédito... enfim, é o mesmo processo de quando você chega aqui. Não dê mole! Algumas pessoas nesta viagem tiveram problemas na imigração por falta de documentos e a gente quase perdeu o ferryboat do porto de Cailais, na França, em direção ao porto de Dover, na Inglaterra.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Tarde de sol em Sawanage

Na última quarta-feira, os alunos da Kaplan deram uma paradinha no sufoco das aulas de inglês para se divertirem em um passeio de barco saindo do porto de Poole. O final de tarde estava ensolarado, mas Deus esqueceu o ar-condicionado ligado, então, o friozinho ainda impera neste fim de primavera. Depois da aula, eu e Sole encontramos a Ana, outra espanhola de Madri, e fomos a um pub tomar um pint enquanto o ônibus não chegava. Ana é uma fiigura com histórias engraçadíssimas sobre os sets de filmagem de filmes que trabalhou – ela é maquiadora de atores de cinema!

Já no buzu, encontramos o pessoal e seguimos para o porto da cidade de Poole. Apesar de morar em Poole, nunca tinha ido ao centro, pois meu bairro (Parkstone) é mais próximo do centro de Bournemouth. O lugar é muito bonitinho e o sol ajudou a compor o visual... primeira vez que vejo um dia tão bonito nessa terra que só chove! RS! Embarcamos e partimos em direção a Sawanage, uma região rochosa, com uma cidade linda e grandes muralhas de pedras que formam um visual maravilhoso. No barco rolou festinha, com música e bar vendendo pints de Foster, a cerveja preferida do povo daqui, apesar de ser australiana. O passeio foi ótimo para curtir a paisagem do local e também para conhecer melhor meus colegas da Kaplan, como a Cynthia (França), Daria (Rússia), Ale (Chile), Lucca (Itália), Sevda (Turquia) e seu primo Boris. Abaixo seguem fotinhas!




segunda-feira, 11 de junho de 2012

1º Weekend: Londres, Salisbury, Stonehenge e Bath

Meu primeiro final de semana livre na Inglaterra valeu pela viagem inteirinha! No sábado parti para Londres com a Discover Dorset, uma agência daqui especializada em tours de um dia só. Gastei £35 no passeio e valeu muito a pena! O motorista-guia Tim é uma figura e foi me buscar em frente à Kaplan (minha escola) às 7h40, como eu tinha combinado pela internet. Pontualidade britânica, eu te amo!


Na van, Tim foi explicando alguns detalhes das estradas inglesas e quando chegamos à Londres estacionamos em uma rua atrás do Palácio de Buckingham. Fiquei frustrada de primeira, pois o palácio estava com todos os acessos fechados para turistas, pois estavam desmontando as estruturas do palco onde rolou a comemoração do Jubileu de Diamante de Elizabeth. Uma pena! Mas nada que estragasse o passeio. Tim nos levou ao Big Ben, ao Parlamento, Rio Tâmisa, London Brigde, à roda gigante gigantesca London Eye, à famosa Whitehall, Trafalgar Square e nos abandonou em frente à Picadilly Circus com um mapa nas mãos. Tive mais 5 horas livres para conhecer o restante do centro de Londres. Almocei em um pub com uma senhora que estava na minha excursão, a venezuelana Mari. Decidimos voltar à Trafalgar Square e ver a exposição da National Gallery. A praça é famosa por abrigar todo tipo de manifestações em Londres e neste dia estava acontecendo um show evangélico. Dei uma volta rápida pela exposição, o suficiente para ver os girassóis de Van Gogh e ficar feliz pela oportunidade divina de estar na segunda cidade mais visitada do mundo! Compramos lembrancinhas e paramos em uma loja muito legal e com ótimos preços, a Cool Britannia. Camisetas super descoladas por £7 – me joguei!

Às 16h30 voltamos para a van, depois de nos perdemos por duas vezes pelo centro (normal!rs). Tim nos levou para conhecer alguns bairros tradicionais, como o Chelsea (sim, do time de futebol!). Mas antes de irmos embora, o fato mais inusitado: de repente surgiram centenas de ciclistas nus pela rua! Era a London Naked Bike Ride! Manifestantes que apelam para o uso de bicicletas nas grandes cidades como um modo mais sustentável de transporte.

Para os futuros intercambistas: Poderia ter ido à capital sozinha, por minha conta, mas só de passagens de ônibus de ida e volta eu gastaria quase £ 80. O sistema de transporte inglês é caríssimo. O passe do metrô de Londres é quase £5. Fica a dica!

Domingo acordei cedinho e corri para estação de ônibus de B’mouth para encontrar o ônibus da Indigo Travel, outra agência de turismo aqui da cidade. Estudantes da Kaplan tem desconto nessa aí, portanto, gastei apenas £25 para conhecer 3 lugares próximos: Salisbury, Stonehenge e Bath. Desta vez, a querida Sole estava comigo e nos divertimos muuuuuuito!

Primeira parada foi Salibury, uma pequenina e aconchegante cidade que é famosa por abrigar a catedral com a torre mais alta da Inglaterra. Lindíssima por dentro, com belos vitrais e um jardim maravilhoso na parte do fundo. Segundo o guia Marek, a catedral foi fundada em 1220 e foi a primeira em estilo gótico nas terras britânicas.

Segunda parada: Stonehenge! Estava realmente curiosa para conhecer o círculo de pedras mais intrigante do mundo. A entrada custa £8, mas a nossa estava inclusa no pacote. Ao entrar, recebemos um rádio onde apertamos um número e ouvimos os detalhes sobre a história do lugar. Muitas, muitas, muuuuuitas fotos depois, saímos de lá ainda mais confusos do que entramos. Se é um relógio, um santuário ou apenas uma brincadeira de bom gosto, ninguém sabe! Rs! Voltarei em Stonehenge dia 20 de junho, para a celebração do Solstício de Verão. É o único dia do ano que eles retiram as cordas e deixam as pessoas tocarem nas pedras. Vai gente do mundo todo para ver a noite mais curta do ano diante as pedras “sagradas”. Uhu!


Terceira parada: Bath! Fiquei completamente apaixonada por esta cidade! Diferente de todas as outras por aqui, a arquitetura de Bath é toda composta de tijolinhos amarelos (vermelhos são mais comuns). Assim, ao entrar no vale onde a cidade está situada, somos inundados por uma imagem lindíssima de prédios e casas padronizadas e únicas ao mesmo tempo. O centro da cidade tem cafés maravilhosos e artistas de rua cantando ópera e tocando violão em cada esquina. A abadia da cidade é fantástica!

Bath significa “banho” em português. Se chama assim por ser o único ponto de águas termais da Inglaterra. Na época da dominação de Roma na Europa, os romanos construíram uma grande Terma na cidade, que eles chamam de The Roman Baths. Lá era como se fosse um SPA para a galera relaxar, mas também muitas pessoas iam aproveitar os poderes curativos das águas termais. A entrada nas termas romanas custa £10 para estudantes. Eu e Sole ficamos receosas em pagar e ser uma bosta lá dentro, mas... foi maravilhoso! Na verdade, existe uma grande terma em forma de piscina (que é a parte mais famosa) mas também existem dezenas de galerias com descobertas arqueológicas do lugar, como imagens dos deuses Minerva e Netuno, que mostram que o lugar também era um templo de adoração. Um riquíssimo passeio, com muita informação. A gente ganha um rádio como em Stonehenge e um milhão de detalhes sobre a passagem dos romanos pela Inglaterra são desvendados. Se for a Bath, não seja mão de vaca! Conheça The Roman Baths!

Enfim, mais uma semana de aula vem aí. Até a próxima!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Aulas e a Távola Redonda Globalizada


Os dias começaram a ficar cheios e logo vem a preguicinha de escrever no blog! Rsrs! Mas vamos lá! Primeiros dias de aula foram excelentes. Tive sorte de cair em uma turma realmente divertida e falastrona. As horas têm passado sem perceber e o que era pra ser uma obrigação se torna mais prazeroso. Na minha turma tem 10 pessoas de idades bem diferentes (entre 18 e 30) e dos mais diversos buracos do mundo – Suíça, Turquia, Coreia do Sul, Itália, Colômbia, Chile, Ucrânia, Índia...

A mistureba deu certo e todo mundo se entende muito bem. Gostei bastante do método da Kaplan, pois as aulas são extremamente dinâmicas, com jogos divertidos e vídeos. O quadro negro é daqueles modernosos, como um telão de touch screen, sacam? O livro também tem instruções claras e os exercícios não são tão complicados. Enfim, nestas duas aulas que tive só pude ter boas impressões sobre a escola.

Na Kaplan tem uma área comum, onde o pessoal senta pra almoçar. Como não dá pra almoçar em restaurante todo dia ($$$), muita gente compra o rango no supermercado (comida congelada, frutas, sanduíches...) e leva para lá, onde tem microondas e uma geladeira à disposição dos alunos. Foi o que eu fiz nesta sexta-feira. Comprei uma mini lasanha no Marks & Spencer (um supermercado meio delicatessen, tipo a Perini Master), esquentei no micro e comi enquanto fazia os exercícios de casa. Gastei nisso £1,8, ou seja, já vi que vai sobrar uma graninha pra comprar roupas e presentes no final da viagem! Uhu!


Na quinta, dia anterior, eu ainda estava no clima de férias e no almoço fui a uma creperia muito fofa colada com a Kaplan. Pedi um crepe no estilo francês, com queijo com molho de tomate. Gastei nele £4,4. Tava bom, mas... a torta de peixe da quarta-feira estava bem melhor. Apesar da creperia ter um ambiente legal e do dono ser um suíço (tem suíço pra caramba aqui!) muito legal a grana investida não valeu a pena. Resumindo, comer em restaurantes só nos finais de semana a partir de agora!

Bom, como toda sexta-feira é dia de reggae independente da nação, chamei 4 colegas para “tomar uma” e “de leve” após a aula, em algum pub do Centro. Enquanto, o Christian (da Suíça e da minha turma) e o Costa (da Grécia e da turma avançada) foram em casa jantar, eu, Soledad (a Sole do post anterior!) e a sua colega de sala Ayzhan (do Cazaquistão) fomos jantar no centro. Ao lado, as monstrinhas no KFC, uma rede de fast foods da pesada, com muita fritura e molhos picantes (tem no Rio e SP). Mas como meu estômago não aguenta, fiquei só em um wrap infantil de frango com molho barbecue.



Depois, fomos para o Daisy O’Briens Irish Bar, na Old Churchchrist Road. Se o pub que fui com a Myriam na segunda-feira, o The Westbourne, era tradicional, vocês não têm noção do que é o O’Briens! Ao ir no balcão pedir um pint (chope) você se sente em um filme, com direito até a ouvir cantada de motoqueiro maluco e ver discussões em voz alta entre jogadores de rugby truculentos. Eu e Sole rimos muito do cenário. Os meninos chegaram e foi uma risadaria só, formando uma távola redonda totalmente globalizada, já que cada um era de um país diferente.

Fui cedo pra casa, afinal este sábado terei que acordar bem cedinho... Londres me espera! Depois posto informações e fotos da capitá! Até lá!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Primeiro dia na escola!

Eu tinha muitas dúvidas sobre o primeiro dia em uma escola de inglês no exterior e a única coisa que conseguia achar em blogs e sites era que um teste de nivelamento era realizado para poder direcionar os novos alunos para as turmas e níveis correspondentes às suas habilidades com o idioma. Certo. Mas como é a prova? Vou contar agora.

Ao chegar na Kaplan, recebi uma pasta com folhetos explicativos e um chip de celular de graça. Recebi também um bloco de documentos para assinar: contrato do curso, contrato da acomodação, termos de responsabilidade e liberação de imagem para propagandas deles. Enquanto assinamos os termos, uma professora vem conversar conosco. A mulher me perguntou de onde eu vim, os motivos de ter escolhido a escola, meu trabalho no Brasil e etc. Respondi animada e tal. Não sabia, mas essa já era a primeira avaliação! Ela anotou um código no papel e me deu: era minha folha de respostas do teste de nivelamento. Nessa parte de “conversação”, me sai bem e ela me indicou para o Higher Intermediate, o último nível antes do inglês avançado.

Fomos direcionados para uma sala, onde a recepcionista Tina nos explicou sobre o funcionamento da escola, horários, intervalos e responsabilidades dos alunos e professores. Depois entrou a Hellen, uma das diretoras, para aplicar o teste. A avaliação é a mesma para todos. Primeiro veio o teste do “listening” (escuta). Ela colocou no computador áudios de 3 conversas diferentes. Cada diálogo tem 4 perguntas. Após ouvir, marquei as respostas.

Depois veio o teste de “vocabulary” (gramática e vocabulário), com sentenças com espaços em branco. A palavra que faltava nesse espaço em branco nós colocamos na folha de respostas. Por fim, vem o teste de “writing” (escrita), onde temos que escrever uma carta para um amigo, contando sobre como foi a viagem até a Inglaterra e os planos para o futuro. Hellen deu 40 minutos para fazer tudo. Então, ela coleta e leva embora para fazer a correção. No meio disso temos um intervalo e um tour pela escola.

Conhecemos os espaços, salas de computadores e ganhamos um login. Na Kaplan existe uma intranet com um sistema de exercícios que são direcionados para cada aluno. Qualquer hora do dia você pode ir lá praticar e tudo o que você responder no computador, seu professor vai ter acesso.


Aproveitei para almoçar pela redondeza. Vi que tem muitos restaurantes de comidas de várias partes do mundo. Menos do Brasil, il, il. Olha aí um nicho de mercado, gente! Rsrs! Escolhi a Pâtissiere Angélique, um simpático bistrô com especialidades francesas. Prato do dia: Fish Pie. Uma torta cremosa com salmão, brócolis e batatas. Muito bom! Aliás, em breve teremos um post sobre o mito de que não se come bem na Inglaterra. Pura mentira! Pâtissiere Angélique fica na Poole Road, vale a pena. Atendimento de primeira, decoração fofa e gentis senhoras tomando chás numa varanda florida que fica no fundo do restaurante. Lindinho!

Às 14h, voltei para a escola para pegar o resultado. Enquanto esperava, conheci uma espanhola chamada Soledad. “Mas me chame apenas de Sole”, disse ela. Muito simpática, veio falar comigo achando que eu também era da Espanha. Sole tem 30 anos, é de Madrid e formada em Geologia. Assim como muitos naquele país, ela está desempregada e está na Kaplan em busca de qualificação profissional. Sole logo pegou meu telefone para a gente sair à noite, já que as colegas dela da residência estudantil gostam só de ficar em casa. Conheci também o Nicolas, um francês também simpático que ouvia mais do que falava, pois ele não tem tinha tanto domínio do idioma quanto eu e Sole.

Hellen chegou com os resultados e eu fiquei no “Intermediate”, dois níveis abaixo do avançado. Acho que não me sai bem no “vocabulary”, mas o nível está ótimo. Estava com medo de parar no “Elementary”, que é o basicão. CCAA, eu te amo! Rsrs Ah, minhas aulas serão pela tarde, ou seja, não precisarei acordar cedão para estudar. Thank you, Lord!



Para encerrar o dia, fui passear no centro. Fui na livraria Waterstones atrás de um livro para praticar a leitura. Os livros são bem baratos, os mais vendidos custavam £7! Achei a versão em inglês de “Veronika Decide Morrer”, de Paulo Coelho, por apenas £ 2,99. Depois corri para o Costa, uma cafeteria concorrente da Starbucks aqui na Inglaterra. Pedi um chocolate quente médio, mas fiquei chocada com o tamanho. Imenso! Comecei a ler e o melhor de tudo, a entender!
Na saída, ainda encontrei um grupo de música folclórica fazendo um super show. Aliás, os artistas de rua aqui em B’mouth são extraordinários. Em breve rolará um post sobre eles.

Inté!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Custo de vida em Bournemouth: Alimentos


Já falei no post anterior que transporte aqui é muito barato, mas hoje vou falar das coisas que vi em um supermercado aqui da cidade, o Iceland. Essa rede de mercados vende coisas básicas do dia a dia e muita comida congelada. Não tinha muita variedade de alimentos, mas os poucos que encontrei contarei aqui sobre os preços. Para quem pensa em vir para cá, uma boa dica: Não comece a fazer a conversão direta de libra pra real na hora de escolher o que comprar. É a maior cilada! Se for assim, poucas coisas você achará que vale a pena comprar. Só que o turista não pensa que são produtos de qualidade maior que os do Brasil e que se fossem comprados no Brasil o preço seria bem maior (por causa dos impostos, claro!). Entenda que aqui a realidade é outra, logo, trabalhe com o que você tem nas mãos.

Aí você pergunta: “Brenda, dá para comprar o que com 10 pounds?” Bicho, MUITA COISA! Coisas que com certeza você não compraria com 35 reais, que é o valor convertido para o Real. Ainda não fui ao Tesco, que é a maior rede daqui, mas pelo menos no Iceland dá para fazer uma farra boa com 10 contos de libras. A lista abaixo é ótima para quem não optou por um intercâmbio com homestay (casa de família) e preferiu ir para um alojamento, onde terá que preparar a própria refeição. Vamos lá!

Frutas e verduras:
7 tangerinas: $ 2
6 peras: $ 1
4 kiwis: $ 0,5
4 cebolas: $ 1
500g de cenoura: $ 0,5
200g de cereja fresca: $ 0,5


Carnes:
Frango inteiro (1,70kg): $ 4
Carne moída (500g): $ 3
Kit churrasco com 25 peças (bifes de porco, bifes de boi, coxas de frango e hambúrgueres): $ 5 (só!)
Peixe Haddock (700g): $ 4
Filé de salmão (560g): $ 6
Mexilhões (450g): $ 1,5

Pratos prontos:
Porções individuais de comidas como lasanha, nhoque, frango xadrez e etc: $ 1
Pizza pronta grande: $ 2
Obs: Tem uma sessão de congelados só com pratos indianos, chineses e tailandeses. Coisas tipo frango com masala e arroz com curry. Só não achei acarajé nem feijoada, para a infelicidade dos brasileiros...

Outros itens:
Azeite de oliva extra-virgem: $ 2,5
Suco de laranja (1 litro): $ 1,5
4 latas de molho pronto de tomate: $1,5
4 latas de atum: $ 3,5
4 latões de Cerveja Skol (sim,lá tem! Mas não é a mesma que a nossa): $ 2,5
2 pacotes de pão integral (tipo o Plus Vita): $ 1 (fiquei bege!)
Leite (garrafa com 2 litros): $ 1 (bege outra vez!)
Presunto (15 fatias): $ 3
Queijo cheddar (200g): $ 1
Vinho (do bão!): $ 4

Ao sair, comprei dois vinhos e queijo cheddar (10 pounds,tudo!). Aliás, o queijo cheddar tem uma história massa! Foi criado aqui na Inglaterra e é totalmente diferente do cheddar do Brasil, aquele que vem no Mc Melt, da Mcdonalds. Aqui o cheddar é branco, tem uma textura parecida com o queijo brie. Ainda não provei... Mas comprei as duas versões: o “maduro” e o “leve”. O maduro tem um gosto mais forte, pois fica 12 meses curando. Depois eu falo sobre o sabor!

Após a pesquisa no mercado, fui ao coffee shop mais famoso do mundo: a Starbucks! Aqui em B’mouth fica bem ao lado da Kaplan e como o dia estava frio, a cafeteria estava lotada. Pedi um “Caramel Mocchiato”, que mistura o café expresso com leite vaporizado, baunilha e calda de caramelo. Tudo de bom!
Como a chuva começou a engrossar, comprei alguns jornais e voltei pra casa. Hoje é dia de dormir cedo pois amanhã começam as minhas aulas!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Curtindo o feriado!

Nesta segunda-feira a Inglaterra inteirinha está em festa, afinal, é o Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth. São 60 anos representando a nação e o povo adora esse conto de fadas moderno. Aqui em Bournemouth não é diferente. As casas e lojas estão todas enfeitadas com a imagem da rainha e a bandeira do país. O feriadão só termina na terça, por isso as minhas aulas na Kaplan só começam na quarta-feira, dia 6.

Foi ótimo, pois nesse primeiro dia eu pude dar uma volta para me ambientar na cidade. Minha colega de intercâmbio, a suíça Myriam, me ajudou muito. Uma grande sorte encontrá-la aqui, pois além de ser muito bacana, ela é muito prestativa e logo se ofereceu para me ensinar a usar os ônibus daqui. Olha a Myriam aí ao lado esperando o buzu! Já já falo mais sobre ela.

Primeira parada foi na minha escola, que fica a menos de 10 minutos da casa onde estou. Na rua da Kaplan tem muitos restaurantes, cafés e supermercados. O mais curioso deles é o Tesco (foto), que funciona dentro de uma antiga igreja! Aliás, tem também uma danceteria próxima que funciona dentro de uma igreja. Mas como diz Mr. Peter, “para nós prédios são apenas prédios. Deus está em todos os lugares”. Sensacional!

Após me ensinar a chegar na escola, Myriam me mostrou o centro da cidade. Muitas lojas lindas, com roupas a preço de banana, mas a primeira que entrei foi uma de celulares. Como levei meu aparelho desbloqueado, comprei um chip SIM da operadora Lebara. Custou 4,95 pounds e ganho descontões para fazer ligações internacionais. Meu celular aqui é (44) 7587413516. Podem ligar! Depois fomos a uma loja de departamentos enlouquecedora, a Primark, que tem muitas roupas lindas e baratas. Mas respirei fundo, segurei na mão de Deus e só comprei um casaco (só trouxe um do Brasil) e um guarda-chuva (aqui sempre chuvisca do nada). Só o necessário!

Do centro de compras, seguimos para o parque principal da cidade. Jardins lindos, bem cuidados, que fazem a gente ter raiva no abandono dos espaços públicos brasileiros. É nesse parque que tem o famoso Balão de Bournemouth. É um balão que só sobe e desce, não roda pela cidade. É bom para fazer fotos aéreas do lugar, mas como o dia estava nublado hoje, acho que não valeria a pena ir nele. Custa 12 pounds.

Atravessando o parque, tem a praia mais badalada da cidade, onde fica o Pier. Apesar do friozinho, a praia estava cheia de gente na areia fazendo piquenique e, CREIAM, gente na água surfando. Lembrando que o verão aqui começa no dia 20 de junho, mas para eles o clima está maravilhoso. Quero logo me acostumar para desfilar de saia e short, como as moças descoladas do condado de Dorset!

Para encerrar o passeio, pegamos mais um buzu e fomos para um tradicional pub da cidade, o The Westbourne. Muito legal e bem tradicional, quase um patrimônio inglês. A gente senta, pede a half pint (chope!) e joga conversa fora. No blá blá blá do pub, Myriam me contou mais sobre ela. Tem 50 anos e dois filhos mais ou menos da minha idade. É engenheira da computação e tinha uma vida bem tranquila na Suíça, mas perdeu o emprego ano passado por não saber falar inglês (detalhe, ela é fluente em francês e alemão!). Por isso, ela vai passar 3 meses em B’mouth estudando. Assim ela espera ficar fluente e conseguir um emprego melhor, para poder ajudar os filhos a comprarem as casas deles, pois os dois vão casar em 2014. Nesse papo conversamos sobre a crise na Europa e percebi que nós brasileiros não temos a menor dimensão do baque que as pessoas aqui estão passando. Afinal, de crise a gente entende, né? Matamos um leão por dia no Brasil e entre subidas e descidas de inflação e alta corrupção, nós estamos conseguindo crescer. Myriam acha que o pior da crise econômica da Europa é o fato de os governantes dos países daqui não admitirem que estão em decadência, pois ainda se acham o centro do mundo. A Europa está ruindo e apesar do luxo, limpeza e organização do chamado 1º mundo, saí do The Westbourne com a plena convicção de que o Brasil é sim o país do futuro, como diz o slogan do governo federal.

O dia foi encerrado em um jantar com a minha hostfamily: frango com mostarda dijon, arroz e congumelos. Na tevê, a transmissão ao vivo do show de comemoração do Jubileu em Londres.

Só esse dia já valeu pela viagem inteira!

*dica preciosa*
TRANSPORTE EM BOURNEMOUTH: Para quem está pensando em vir para cá, informação importante: existem 2 operadoras de ônibus aqui, a Yellow Buses (amarelinhos de dois andares, como os de Londres) e a Wilts & Dorset (azuis e normais). Claro que queria muito ficar desfilando de dois andares por aí, mas para quem mora em Poole – cidade colada com B’mouth – é melhor comprar o passe semanal dos azuis, pois eles passam com mais frequência. São basicamente duas linhas, a M1 e a M2. A M2 é a mais usada para Bournemouth. A M1 segue para cidades vizinhas. É mais proveitoso comprar o passe semanal, que custa 13 pounds. Com ele, você pode usar os ônibus da empresa escolhida durante 7 dias e quantas vezes quiser. Fica a dica, Brasil!