Sexta de noite embarquei no ônibus da UK Study, uma das agências daqui de Bournemouth que faz pacotes específicos para quem faz curso de inglês durante a semana e só tem o sábado e o domingo para viajar. O preço valeu a pena: £125, com direito a transporte, hotel (não albergue) e café da manhã. Tivemos também um guia mega simpático, o Gerry, para nos indicar o que fazer e como se movimentar sem perder tempo em Amsterdam e Brugges. Ao todo foram 9 horas viajando (ônibus e ferry boat para a travessia do Canal da Mancha).
Sábado: Amsterdam impressiona pela beleza romântica da sua arquitetura e de seus canais que, ao contrário dos de Veneza, não fedem durante o verão e garantem um lindo passeio de barco pelo centro. Paguei 10 euros pelo passeio de 1 hora e não me arrependi. O dia estava ensolarado e a cidade estava linda e aconchegante.
Bicicletas, bikes, magrelas. Cuidado com as milhares delas ao andar por Amsterdam! Lá a bicicleta é prioridade, logo, se você der bobeira na ciclovia e for atropelado, quem paga multa é você! Durante o dia conhecemos alguns dos prédios e monumentos, entre eles o “I amsterdam”, que é uma grande bobagem, mas vale tirar uma fotinha no meio das letras, claro! Tivemos tempo livre para compras e museus. Tava louca pra ir ao Museu Van Gogh e no Heineken Experience, mas as filas para entrar estavam tão grandes que eu e minhas novas colegas de viagem a Gogo (chinesa que dividi o quarto), a Mia (Finlândia) e Camila (São Paulo), decidimos passear pelas ruelas e becos de Amsterdam e nos sentar em um restaurante fofo chamado B&B. Sanduíches gourmet imensos por 5 euros. Lá tomei meio pint e tive minha própria “Heineken Experience”. Rsrsrs! Lembrando que os museus de Amsterdam são todos pagos – entre 13 e 17 euros . Com 8 euros bebi um pint e comi um mega sanduba de presunto italiano com molho pesto e pistache. Clima delicioso e muita conversa com minhas novas amigas!
Depois, fomos ao mercado das flores, afinal estávamos na Holanda, a terra das tulipas! São minhas flores prediletas, depois dos girassóis. Vale a pena comprar sementes de tulipas para dar de presente para a mamãe e pra vovó. As minhas vão amar, tenho certeza! No final da tarde encontramos o grupo e fomos fazer o check-in no hotel. O esquema é roots, cansativo, estávamos mortinhas da silva e desde o dia anterior sem tomar banho. Mas... estávamos em Amsterdam, p****!!
Após um banho e uma produção básica, voltamos para o centro de Amsterdam para vivenciar o lado dark da cidade. Linda e romântica durante o dia, mas completamente louca e obscura durante a noite! Gente do mundo inteiro quer conhecer esta cidade onde o uso da maconha e a prostituição são liberados. Então lá fomos nós para o Red Light District (Distrito da Luz Vermelha) e conhecer os coffeshops, onde se vende a “erva” e não cafés, como prenuncia o nome. Na zona da luz vermelha, as “ladies”, como são chamadas as garotas de programa, ficam se exibindo em vitrines, fazendo caras e bocas e usando microbiquínis. Achei super fake e algumas bem feiosas inclusive (devem ser mais baratas!rs). Mas enfim, é muito engraçado ver a cara dos cuecas enlouquecidos com as piriguetes rebolativas. Cada programa de 15 minutos custa 15 euros. Quando um cara aceita, a lady puxa o cabra para dentro da vitrine e fecha a cortina. Aí o The Flash faz sua farrinha em 15 minutos. Aham. Sei.
Uma pena que não dá pra fazer fotos delas, mas consegui fazer uma minha em frente a uma das vitrines. A Gogo estava morrendo de medo de bater a foto, pois dizem que se você for pego fotografando as “meninas”, os donos dos prostíbulos catam sua câmera e jogam no rio. Entre uma vitrine e outra, muitos sexshops engraçadíssimos. Não conseguia parar de rir com um “kit banho” para a diversão masculina (na foto).
Após jantar um fried noodles, mais conhecido por nós como yakissoba, a maior parte do grupo voltou para o hotel às 23h30, mas eu, Renata (São Paulo) e Gabriela (Minas), resolvemos ficar na badalação noturna de Amsterdam. Afinal a gente ia embora no dia seguinte! Fomos a um dos famosos coffeshops, locais liberados para a venda da maconha. É como se fosse um bar, a diferença é que lá não se vende bebidas alcoólicas e tem um mezanino com pufes e almofadões no chão para a galera relaxar... E, claro, um grafite gigante de Bob Marley na parede. Foi muito engraçado ver o “menu” desta boca de fumo legalizada (na foto). A sacizeira do grupo, Gabriela, comprou um cigarro para experimentar, do tipo “White Window”. Sabe lá Jah o que significa a viagem desta “janela branca”. Fomos a um pub ao lado tomar uns pints e ver a cara dos chapados do coffeshop. É inacreditável como o povo se diverte nesta cidade! E no meio da zoação, a gente teve um papo seríssimo sobre legalização da maconha no Brasil. Depois dessa experiência, sinceramente, acho válida. Ia quebrar com o tráfico de drogas e toda a violência que ele gera. Enfim, neste momento do texto minha família provavelmente estará com vontade me matar! Rsrsrsrsrsrs!
Lá pelas 2h30 pegamos um buzu em Amsterdam de volta pra o hotel e a surpresa: 8,88 euros era o preço ticket! E menos de 15 minutos de viagem. Fiquei chocada. E não só com isso. Na Holanda você precisa pagar até para usar o banheiro de QUALQUER estabelecimento. Até dentro da Mcdonalds. Cerca de 40 centavos cada ida. E com papel higiênico contadinho. Se for fazer número 2, FU***! Hahahaha!
Domingo: Acordei cedão, 4 horas de sono apenas. Às 9h fomos conhecer uma fábrica de queijos e Clogs, aqueles famosos sapatos de madeira da Holanda. É um tour bobinho, mas vale a pena pela deliciosa degustação de infinitos tipos de queijos, após uma pequena demonstração do funcionamento da fábrica. Um holandês gatinho faz um clog em 10 minutos para os visitantes e explica como elas eram usadas pelos trabalhadores rurais antigamente. Comprei um queijo defumado com ervas maravilhoso que eu sei que não vai nem durar 5 minutos na mesa da minha família. Nhamnham!
Nos despedimos da Holanda e seguimos para Brugges, na Bélgica. Duas horas de ônibus, muito perto de Amsterdam. Cidade medieval lindíssima! Pode guardar aí um cartão de memória bem grande para as fotos. A Bélgica, assim como a Suíça, é conhecida pelos excelentes chocolates e lá em Brugges a iguaria é vendida em diversas lojas e diversos preços, consequentemente. E nos mais diversos tipos e formatos, o que inclui o "chococô", chocolate em forma de bosta de cachorro (foto!). A cidade é conhecida também pelos lindos bordados, mas tudo os zói da cara! Além do chocolate, vale a pena experimentar o sorvete... o dia ensolarado e com a temperatura na medida certa deixaram a experiência ainda mais feliz!
Mil chocolates nas mãos, voltamos para o buzu e para a Inglaterra.
Ou seja, mais um final de semana intenso e muuuuuuuito feliz! Definitivamente não sei que diabos eu estive fazendo a minha vida inteira sem priorizar esta viagem!
****Dica preciosa para intercambistas*****
Se você vem estudar na Inglaterra e vai conhecer outros países da Europa, fique atento! Lembre-se que você precisará passar de novo pela imigração inglesa na volta, ou seja, leve todos os seus documentos e isso inclui o passaporte, carta da escola onde você está estudando, endereço de onde você está hospedado, extrato dos seus cartões de viagem e de crédito... enfim, é o mesmo processo de quando você chega aqui. Não dê mole! Algumas pessoas nesta viagem tiveram problemas na imigração por falta de documentos e a gente quase perdeu o ferryboat do porto de Cailais, na França, em direção ao porto de Dover, na Inglaterra.