segunda-feira, 18 de junho de 2012

2º Weekend: Amsterdam e Brugges

Enfim chegou o único final de semana que eu não tinha programado nada antes de embarcar. Tinha deixado os dias 15 e 16 de junho livres para o que surgisse de interessante e rolou uma dúvida cruel. Pensei em ir para Liverpool e Manchester, mas os tickets de ônibus saíram muito caros, quase o mesmo preço de uma excursão de 2 dias para algum país vizinho. Decidi ir para Amsterdam (Holanda) e Brugges (Bélgica). Tinha a opção de Paris também, mas... semana do dia dos namorados no Brasil e eu sozinha na Torre Eiffel... Capaz de eu me jogar de lá de cima com tamanha depressão! Rsrsrs!

Sexta de noite embarquei no ônibus da UK Study, uma das agências daqui de Bournemouth que faz pacotes específicos para quem faz curso de inglês durante a semana e só tem o sábado e o domingo para viajar. O preço valeu a pena: £125, com direito a transporte, hotel (não albergue) e café da manhã. Tivemos também um guia mega simpático, o Gerry, para nos indicar o que fazer e como se movimentar sem perder tempo em Amsterdam e Brugges. Ao todo foram 9 horas viajando (ônibus e ferry boat para a travessia do Canal da Mancha).

Sábado: Amsterdam impressiona pela beleza romântica da sua arquitetura e de seus canais que, ao contrário dos de Veneza, não fedem durante o verão e garantem um lindo passeio de barco pelo centro. Paguei 10 euros pelo passeio de 1 hora e não me arrependi. O dia estava ensolarado e a cidade estava linda e aconchegante.


Bicicletas, bikes, magrelas. Cuidado com as milhares delas ao andar por Amsterdam! Lá a bicicleta é prioridade, logo, se você der bobeira na ciclovia e for atropelado, quem paga multa é você! Durante o dia conhecemos alguns dos prédios e monumentos, entre eles o “I amsterdam”, que é uma grande bobagem, mas vale tirar uma fotinha no meio das letras, claro! Tivemos tempo livre para compras e museus. Tava louca pra ir ao Museu Van Gogh e no Heineken Experience, mas as filas para entrar estavam tão grandes que eu e minhas novas colegas de viagem a Gogo (chinesa que dividi o quarto), a Mia (Finlândia) e Camila (São Paulo), decidimos passear pelas ruelas e becos de Amsterdam e nos sentar em um restaurante fofo chamado B&B. Sanduíches gourmet imensos por 5 euros. Lá tomei meio pint e tive minha própria “Heineken Experience”. Rsrsrs! Lembrando que os museus de Amsterdam são todos pagos – entre 13 e 17 euros . Com 8 euros bebi um pint e comi um mega sanduba de presunto italiano com molho pesto e pistache. Clima delicioso e muita conversa com minhas novas amigas!


Depois, fomos ao mercado das flores, afinal estávamos na Holanda, a terra das tulipas! São minhas flores prediletas, depois dos girassóis. Vale a pena comprar sementes de tulipas para dar de presente para a mamãe e pra vovó. As minhas vão amar, tenho certeza! No final da tarde encontramos o grupo e fomos fazer o check-in no hotel. O esquema é roots, cansativo, estávamos mortinhas da silva e desde o dia anterior sem tomar banho. Mas... estávamos em Amsterdam, p****!!


Após um banho e uma produção básica, voltamos para o centro de Amsterdam para vivenciar o lado dark da cidade. Linda e romântica durante o dia, mas completamente louca e obscura durante a noite! Gente do mundo inteiro quer conhecer esta cidade onde o uso da maconha e a prostituição são liberados. Então lá fomos nós para o Red Light District (Distrito da Luz Vermelha) e conhecer os coffeshops, onde se vende a “erva” e não cafés, como prenuncia o nome. Na zona da luz vermelha, as “ladies”, como são chamadas as garotas de programa, ficam se exibindo em vitrines, fazendo caras e bocas e usando microbiquínis. Achei super fake e algumas bem feiosas inclusive (devem ser mais baratas!rs). Mas enfim, é muito engraçado ver a cara dos cuecas enlouquecidos com as piriguetes rebolativas. Cada programa de 15 minutos custa 15 euros. Quando um cara aceita, a lady puxa o cabra para dentro da vitrine e fecha a cortina. Aí o The Flash faz sua farrinha em 15 minutos. Aham. Sei.

Uma pena que não dá pra fazer fotos delas, mas consegui fazer uma minha em frente a uma das vitrines. A Gogo estava morrendo de medo de bater a foto, pois dizem que se você for pego fotografando as “meninas”, os donos dos prostíbulos catam sua câmera e jogam no rio. Entre uma vitrine e outra, muitos sexshops engraçadíssimos. Não conseguia parar de rir com um “kit banho” para a diversão masculina (na foto).



Após jantar um fried noodles, mais conhecido por nós como yakissoba, a maior parte do grupo voltou para o hotel às 23h30, mas eu, Renata (São Paulo) e Gabriela (Minas), resolvemos ficar na badalação noturna de Amsterdam. Afinal a gente ia embora no dia seguinte! Fomos a um dos famosos coffeshops, locais liberados para a venda da maconha. É como se fosse um bar, a diferença é que lá não se vende bebidas alcoólicas e tem um mezanino com pufes e almofadões no chão para a galera relaxar... E, claro, um grafite gigante de Bob Marley na parede. Foi muito engraçado ver o “menu” desta boca de fumo legalizada (na foto). A sacizeira do grupo, Gabriela, comprou um cigarro para experimentar, do tipo “White Window”. Sabe lá Jah o que significa a viagem desta “janela branca”. Fomos a um pub ao lado tomar uns pints e ver a cara dos chapados do coffeshop. É inacreditável como o povo se diverte nesta cidade! E no meio da zoação, a gente teve um papo seríssimo sobre legalização da maconha no Brasil. Depois dessa experiência, sinceramente, acho válida. Ia quebrar com o tráfico de drogas e toda a violência que ele gera. Enfim, neste momento do texto minha família provavelmente estará com vontade me matar! Rsrsrsrsrsrs!



Lá pelas 2h30 pegamos um buzu em Amsterdam de volta pra o hotel e a surpresa: 8,88 euros era o preço ticket! E menos de 15 minutos de viagem. Fiquei chocada. E não só com isso. Na Holanda você precisa pagar até para usar o banheiro de QUALQUER estabelecimento. Até dentro da Mcdonalds. Cerca de 40 centavos cada ida. E com papel higiênico contadinho. Se for fazer número 2, FU***! Hahahaha!

Domingo: Acordei cedão, 4 horas de sono apenas. Às 9h fomos conhecer uma fábrica de queijos e Clogs, aqueles famosos sapatos de madeira da Holanda. É um tour bobinho, mas vale a pena pela deliciosa degustação de infinitos tipos de queijos, após uma pequena demonstração do funcionamento da fábrica. Um holandês gatinho faz um clog em 10 minutos para os visitantes e explica como elas eram usadas pelos trabalhadores rurais antigamente. Comprei um queijo defumado com ervas maravilhoso que eu sei que não vai nem durar 5 minutos na mesa da minha família. Nhamnham!


Nos despedimos da Holanda e seguimos para Brugges, na Bélgica. Duas horas de ônibus, muito perto de Amsterdam. Cidade medieval lindíssima! Pode guardar aí um cartão de memória bem grande para as fotos. A Bélgica, assim como a Suíça, é conhecida pelos excelentes chocolates e lá em Brugges a iguaria é vendida em diversas lojas e diversos preços, consequentemente. E nos mais diversos tipos e formatos, o que inclui o "chococô", chocolate em forma de bosta de cachorro (foto!). A cidade é conhecida também pelos lindos bordados, mas tudo os zói da cara! Além do chocolate, vale a pena experimentar o sorvete... o dia ensolarado e com a temperatura na medida certa deixaram a experiência ainda mais feliz!




Mil chocolates nas mãos, voltamos para o buzu e para a Inglaterra.

Ou seja, mais um final de semana intenso e muuuuuuuito feliz! Definitivamente não sei que diabos eu estive fazendo a minha vida inteira sem priorizar esta viagem!


****Dica preciosa para intercambistas*****
Se você vem estudar na Inglaterra e vai conhecer outros países da Europa, fique atento! Lembre-se que você precisará passar de novo pela imigração inglesa na volta, ou seja, leve todos os seus documentos e isso inclui o passaporte, carta da escola onde você está estudando, endereço de onde você está hospedado, extrato dos seus cartões de viagem e de crédito... enfim, é o mesmo processo de quando você chega aqui. Não dê mole! Algumas pessoas nesta viagem tiveram problemas na imigração por falta de documentos e a gente quase perdeu o ferryboat do porto de Cailais, na França, em direção ao porto de Dover, na Inglaterra.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Tarde de sol em Sawanage

Na última quarta-feira, os alunos da Kaplan deram uma paradinha no sufoco das aulas de inglês para se divertirem em um passeio de barco saindo do porto de Poole. O final de tarde estava ensolarado, mas Deus esqueceu o ar-condicionado ligado, então, o friozinho ainda impera neste fim de primavera. Depois da aula, eu e Sole encontramos a Ana, outra espanhola de Madri, e fomos a um pub tomar um pint enquanto o ônibus não chegava. Ana é uma fiigura com histórias engraçadíssimas sobre os sets de filmagem de filmes que trabalhou – ela é maquiadora de atores de cinema!

Já no buzu, encontramos o pessoal e seguimos para o porto da cidade de Poole. Apesar de morar em Poole, nunca tinha ido ao centro, pois meu bairro (Parkstone) é mais próximo do centro de Bournemouth. O lugar é muito bonitinho e o sol ajudou a compor o visual... primeira vez que vejo um dia tão bonito nessa terra que só chove! RS! Embarcamos e partimos em direção a Sawanage, uma região rochosa, com uma cidade linda e grandes muralhas de pedras que formam um visual maravilhoso. No barco rolou festinha, com música e bar vendendo pints de Foster, a cerveja preferida do povo daqui, apesar de ser australiana. O passeio foi ótimo para curtir a paisagem do local e também para conhecer melhor meus colegas da Kaplan, como a Cynthia (França), Daria (Rússia), Ale (Chile), Lucca (Itália), Sevda (Turquia) e seu primo Boris. Abaixo seguem fotinhas!




segunda-feira, 11 de junho de 2012

1º Weekend: Londres, Salisbury, Stonehenge e Bath

Meu primeiro final de semana livre na Inglaterra valeu pela viagem inteirinha! No sábado parti para Londres com a Discover Dorset, uma agência daqui especializada em tours de um dia só. Gastei £35 no passeio e valeu muito a pena! O motorista-guia Tim é uma figura e foi me buscar em frente à Kaplan (minha escola) às 7h40, como eu tinha combinado pela internet. Pontualidade britânica, eu te amo!


Na van, Tim foi explicando alguns detalhes das estradas inglesas e quando chegamos à Londres estacionamos em uma rua atrás do Palácio de Buckingham. Fiquei frustrada de primeira, pois o palácio estava com todos os acessos fechados para turistas, pois estavam desmontando as estruturas do palco onde rolou a comemoração do Jubileu de Diamante de Elizabeth. Uma pena! Mas nada que estragasse o passeio. Tim nos levou ao Big Ben, ao Parlamento, Rio Tâmisa, London Brigde, à roda gigante gigantesca London Eye, à famosa Whitehall, Trafalgar Square e nos abandonou em frente à Picadilly Circus com um mapa nas mãos. Tive mais 5 horas livres para conhecer o restante do centro de Londres. Almocei em um pub com uma senhora que estava na minha excursão, a venezuelana Mari. Decidimos voltar à Trafalgar Square e ver a exposição da National Gallery. A praça é famosa por abrigar todo tipo de manifestações em Londres e neste dia estava acontecendo um show evangélico. Dei uma volta rápida pela exposição, o suficiente para ver os girassóis de Van Gogh e ficar feliz pela oportunidade divina de estar na segunda cidade mais visitada do mundo! Compramos lembrancinhas e paramos em uma loja muito legal e com ótimos preços, a Cool Britannia. Camisetas super descoladas por £7 – me joguei!

Às 16h30 voltamos para a van, depois de nos perdemos por duas vezes pelo centro (normal!rs). Tim nos levou para conhecer alguns bairros tradicionais, como o Chelsea (sim, do time de futebol!). Mas antes de irmos embora, o fato mais inusitado: de repente surgiram centenas de ciclistas nus pela rua! Era a London Naked Bike Ride! Manifestantes que apelam para o uso de bicicletas nas grandes cidades como um modo mais sustentável de transporte.

Para os futuros intercambistas: Poderia ter ido à capital sozinha, por minha conta, mas só de passagens de ônibus de ida e volta eu gastaria quase £ 80. O sistema de transporte inglês é caríssimo. O passe do metrô de Londres é quase £5. Fica a dica!

Domingo acordei cedinho e corri para estação de ônibus de B’mouth para encontrar o ônibus da Indigo Travel, outra agência de turismo aqui da cidade. Estudantes da Kaplan tem desconto nessa aí, portanto, gastei apenas £25 para conhecer 3 lugares próximos: Salisbury, Stonehenge e Bath. Desta vez, a querida Sole estava comigo e nos divertimos muuuuuuito!

Primeira parada foi Salibury, uma pequenina e aconchegante cidade que é famosa por abrigar a catedral com a torre mais alta da Inglaterra. Lindíssima por dentro, com belos vitrais e um jardim maravilhoso na parte do fundo. Segundo o guia Marek, a catedral foi fundada em 1220 e foi a primeira em estilo gótico nas terras britânicas.

Segunda parada: Stonehenge! Estava realmente curiosa para conhecer o círculo de pedras mais intrigante do mundo. A entrada custa £8, mas a nossa estava inclusa no pacote. Ao entrar, recebemos um rádio onde apertamos um número e ouvimos os detalhes sobre a história do lugar. Muitas, muitas, muuuuuitas fotos depois, saímos de lá ainda mais confusos do que entramos. Se é um relógio, um santuário ou apenas uma brincadeira de bom gosto, ninguém sabe! Rs! Voltarei em Stonehenge dia 20 de junho, para a celebração do Solstício de Verão. É o único dia do ano que eles retiram as cordas e deixam as pessoas tocarem nas pedras. Vai gente do mundo todo para ver a noite mais curta do ano diante as pedras “sagradas”. Uhu!


Terceira parada: Bath! Fiquei completamente apaixonada por esta cidade! Diferente de todas as outras por aqui, a arquitetura de Bath é toda composta de tijolinhos amarelos (vermelhos são mais comuns). Assim, ao entrar no vale onde a cidade está situada, somos inundados por uma imagem lindíssima de prédios e casas padronizadas e únicas ao mesmo tempo. O centro da cidade tem cafés maravilhosos e artistas de rua cantando ópera e tocando violão em cada esquina. A abadia da cidade é fantástica!

Bath significa “banho” em português. Se chama assim por ser o único ponto de águas termais da Inglaterra. Na época da dominação de Roma na Europa, os romanos construíram uma grande Terma na cidade, que eles chamam de The Roman Baths. Lá era como se fosse um SPA para a galera relaxar, mas também muitas pessoas iam aproveitar os poderes curativos das águas termais. A entrada nas termas romanas custa £10 para estudantes. Eu e Sole ficamos receosas em pagar e ser uma bosta lá dentro, mas... foi maravilhoso! Na verdade, existe uma grande terma em forma de piscina (que é a parte mais famosa) mas também existem dezenas de galerias com descobertas arqueológicas do lugar, como imagens dos deuses Minerva e Netuno, que mostram que o lugar também era um templo de adoração. Um riquíssimo passeio, com muita informação. A gente ganha um rádio como em Stonehenge e um milhão de detalhes sobre a passagem dos romanos pela Inglaterra são desvendados. Se for a Bath, não seja mão de vaca! Conheça The Roman Baths!

Enfim, mais uma semana de aula vem aí. Até a próxima!